domingo, 15 de maio de 2011

A adoração da Igreja - Culto verdadeiro ao Senhor!

                Muitos de nós nos perguntamos: O que é adoração? Como realmente se deve adorar? O que seria culto?  Que precisamos para executarmos um culto genuinamente nos moldes da igreja primitiva?
                Ora, nas epístolas paulinas fica implícito que existiam dois tipos de cultos, ou assembleias de adoração, a primeira delas era o culto aberto ao público quer dizer, todos podiam participar, culto de oração, louvor e pregação, momento em que as pessoas ouviam a Palavra de Deus e se convertiam, nos dias de hoje existem cultos assim, só que muitas vezes perdemos tempo apresentando A e B e esquecemos muitas vezes de cultuar a Deus com louvores, a Palavra e orações.
                O segundo era o culto Agape (do grego, amor) ou culto privativo, onde só a igreja local se reunia, ou seja, os cristãos daquela “paróquia” (não entendam paróquia, como do padre, mas como de membros de determinada região composta por igrejas, em algumas igrejas da Assembléia de Deus no Brasil são conhecidas como setores ou áreas). A seguir especificaremos cada um desses cultos:
                Culto público
                Nesse culto era comum a ação do Espírito Santo, os louvores dos Salmos e de hinos produzidos por eles no início da era cristã eram usados de forma espontânea e adoradora, com isso o Espírito Santo habitava no meio desses louvores e agia de maneia sobrenatural, fazendo com que pessoas que dante incrédulas, percebessem o poder de Deus e se convertessem, chegando muitas vezes a casa dos milhares o número de conversões, vemos em várias passagens no livro de Atos 2mil, 3mil ou até mais conversões após a Palavra e o culto sacrificial dado ao Senhor (Rm 12.2). Em (At 2:15) Após quase duas horas da pregação de Pedro de 9h até às 11h da manhã se converteram mais de 3.000 almas, isso em ato publico, ou seja, culto publico.

                Este culto era muitas vezes interrompido por manifestações do Espírito Santo, mas não deveria ser de forma desordenada, por exemplo, se houvesse dois ou três profetizando em línguas, só falava uma pessoa por sua vez e se houvesse intérprete, como afirma Paulo em (1Co 14:27-29). E ainda afirma “não sejamos meninos”, pois do que adianta prestar um culto publico em línguas se não há edificação para a igreja, nem para o incrédulo, antes falemos palavras de nosso entendimento e que convença através do Espírito Santo o homem do pecado, da justiça e do Juízo.
                Se voltarmos aos versículos 24 e 25 da referência supracitada, veremos que o uso dos dons serviam para ganharmos almas ao evangelho, mas se for profecia, deve ser interpretada ou na própria língua local, para que o ímpio sinta que Deus está verdadeiramente ali e que sabe de todas as coisas.
                Culto privativo
                O culto Ágape, ou do amor, era o culto em que os cristãos perseveravam no partir do pão e na comunhão. Muitos de nós nos perguntamos, ou até já temos um conceito sobre o partir do pão, alguns dizem que isso significa o partir do pão na ceia, outros dizem que era o ato social de comungarem suas aspirações econômicas e partilhá-las com toda a igreja, mas na realidade o partir do pão tem ambas conotações, não tornando esses conceitos errados, pelo contrário, a igreja primitiva era unânime na obra social. Dizem alguns historiadores que os cristãos recolhiam aquelas crianças que nasciam com deficiência e eram desprezadas por alguns dos judeus nas ruas, ou seja, eram abandonadas mesmo recém-nascidas , porque não as consideravam como seus filhos. Outros dizem que os cristãos primitivos mesmo sendo perseguidos faziam o bem a seus perseguidores e isso também é obra social, mas vamos voltar ao assunto central do texto.
                Esse culto chamado de Ágape, era o culto em que todos levavam alimentos de casa para celebrarem uma festa em determinado dia de culto, na realidade era como, nos dias atuais, uma festa “americana”, onde cada um levava seu prato de comida, ou vários alimentos. Por isso, Paulo em 1 Co 11:17-22. Repreende alguns, principalmente os mais ricos, que levavam sua comida e vinho para a festa do amor, comiam tudo, deixavam os pobres sem nada e embriagavam-se, celebrando então a ceia do Senhor em estado de pecado, não só por causa da embriaguez, mas por principalmente o egoísmo que existia no meio do povo de Corinto que era uma igreja muito rica.
                Paulo havia se acostumado com os cristãos de sua igreja em que não se conduziam dessa forma, antes da igreja expandir-se à várias terras de gentios, costumes            pagãos não tinham frequência na igreja, mas a expansão do evangelho trás dentro de si o joio e o trigo, e determinados costumes que são oriundos de ritos pagãos acabam se disseminando no meio da igreja e a transformando em um lugar onde não há mais manifestação do Espírito Santo, mas sim, muitas vezes, manifestações do espírito humano e de doutrina de demônios. Por isso, alguns anos depois essa festa, por causa de tais problemas, foi desvinculada da ceia, passando a última para o Dia do Senhor. Não que a festa do amor fosse pagã, mas que costumes pagãos como embriaguez em festas, egoísmo e falta de justiça social voltassem à tona em tal comemoração.
                Então, adorar é prestar culto ao Senhor é render-se a Ele é renunciar suas vontades para entregar-se a vontade do Pai, ou seja, uma tributação voluntária e espontânea de honras, glória e louvor, adorando a Deus através da oração, ensino-aprendizagem da Palavra, prática desse aprendizado e pregação dessa Palavra, fazendo com que toda a criatura conheça a verdade e seja liberta por ela, como Paulo afirma em Romanos (12.1 e 2) "Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês, não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".
                Para finalisar o artigo vou dar um exemplo prático que já fiz quando coordenei a juventude de 10 congregações da Assembléia de Deus em Natal/RN, no setor II – Igapó em 2005, tudo autorizado pelo pastor daquela igreja:
   No congresso de Jovens realizado pelo nosso setor dividimos o culto em três partes, lembrem-se, era um congresso de jovens, durante a sexta-feira e o sábado o culto começou às 19:00 adorando a Deus com oração até às 19:30, das 19:30 às 20:00 adoramos a Deus com louvores do Ministério Kerigma, e finalizamos com uma hora de palavra sendo das 20:00 às 21:00, o culto que terminamos mais tarde foi às 21:15h e houveram muitas conversões, batismos com Espírito Santo, cura e muitas maravilhas. O Senhor Jesus era o centro do culto, não apresentamos nenhum homem, muitas “autoridades” saíram chateadas. Ora, o culto era para Deus e de ensino para os jovens, Ele que deveria ser o único apresentado em nossos cultos, pois hoje estamos acostumados a colocarmos fulano de tal que é deputado, sicrano que é isso ou aquilo, há uma exagerada rasgação de ceda e esquecemos do centro do culto que é o Senhor Jesus Cristo. Que nos convertamos cada dia mais e que busquemos o nosso alvo que é Jesus!







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Reações:

3 comentários :

  1. Queridos, logo, logo estarei postando alguns vídeos como exemplos desse tema que é um tanto quanto polêmico, já que cada um hoje em dia quer fazer um culto do jeito que acha que deve ser, e não usam mais os padrões da igreja primitiva.

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  2. A ministração da palavra ficou em segundo plano, e sem palavra não a adoração. A palavra trás arrependimento e sem ela como haverá conversão?

    O púlpito hoje é apenas um local onde personalidades surgem e desaparecem como um vapor, assim como está descrito no novo testamento.

    Muitos falam em adoração, mas, onde está ela?

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  3. MANO MUITO BOM SEU BLOG ETAS DE PARABÉNS QUE DEUS O ABENÇOE APENAS DEI UMA OLHADA POR CIMA MAS PROMETO QUE VOU LER AS POSTAGENS OK...FICA AI COM MEU LINK DO BLOG http://wwweuedeus.blogspot.com/

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